quinta-feira

Nós e as cobras (Lançamento 2022!)

 

Nesta obra Deoclides Guimarães Filho (1959-2022) narra sua trajetória desde a infância até sua maturidade. Incentivado a escrever e estudar por seu professor e sua mãe. Não mediu esforços para a realização de seu sonho de publicar os textos que surgiam na sua cabeça. Publicou seu primeiro livro a partir de rifas realizadas no local de trabalho e diversos outros a partir de concursos nacionais entre vários outros escritores. A fim de garantir seu sustento, se aprimorar como escritor e custear seus livros se aventurou em diversas profissões: vendedor de verduras, vendedor de banca de revistas, office-boy, vendedor do baú da felicidade, corretor de imóveis, auxiliar de escritório, colunista de matéria esportiva, vendedor de loja de tintas, gráfico, professor, diretor de escola, escritor e editor.

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Livro Realização



Deoclides Guimarães Filho nos traz este livro REALIZAÇÃO, coletânea de poesias, composta por escritos suaves, agradáveis, aprimorados, recreativos, de autoajuda e reflexão.
Desta forma é possível viajar nas imagens e situações levadas a nossa mente. É lúdico, sem desprezar o lado racional. É um trabalho sério, comprometido, e por vezes bastante engraçado.
Quanto à eficácia, utilidade e aceitabilidade do proposto neste livro, o seu conteúdo tem recebido constantes afirmações positivas, elogios de leitores diversos que os têm encontrado, nas redes sociais.
Cada página é um poema pôster, pois vem picotada para que você possa destacá-la e dar de presente a alguém.
A experiência e capacidade do autor, aliadas à qualidade do conteúdo desta produção, fazem-na extremamente viável, confiável e de aceitação garantida.

                                                                               O Editor

Cliquie aki para ler versão onlie deste livro!

quarta-feira

COMPRIMENTO DA VIDA.

 O tamanho da vida é a distância entre

a porta de chegada e a porta de saída.

E quando se entra e sai no mesmo momento,

o tamanho da vida nem distância tem.

Existem infinitamente muito mais

mortos do que vivos.

sábado

Mais Um


Cheguei.
Não tenho cartão de visitas.
Não importa a seriedade encontrada,
Não importa nem mesmo se a porta estava trancada...
Importa que cheguei e sorri sem saber,
Interessa que satisfiz um querer.
Sei que  meu outro traje talvez fosse mais convidativo,
Mas ao sair de casa,

quarta-feira

SONHANDO.


O sonho é a alma da vida.
A vida sem sonhos é algo parado,
é movimento vão,
é respiração sem motivo.
Pode nunca se realizar,
mas tem que existir.

Você é um sonho realizado por Deus
e  também precisa sonhar.
Passar pela vida sem sonhos,

TEMPO DE AGIR.


Carrego oculto em mim
uma fé,
um sonho
e uma impotência.
Sou agradecido ao passado,
amo o presente e sonho  um  futuro.
O passado dá-me a certeza
de que o que recebi  de Deus
me garante a fé
para todas as conquistas.
Amar o presente
é minha impotência.

AQUI JAZ UM SER VIVO!


Passar é ação indo.
Acontecer é vontade de ação.
Ficar exige estagnação.
Se acontecer  ação  passando no ficar
extrapola-se a inação
e não apenas  ficou.
Ficar com olhos desligados,
com mãos soltas,  corpo livre
como pêndulo ao vento,
Inanimado em si,
de pé,  sentado,  deitado,
qualquer  posição...
é só falta de ação.
Ficar  nem é castigo,
As vezes

sexta-feira

SEI QUE


Estou diante do maior espelho,
que me vê cabisbaixo
e me acha muito moço
que pensa se tenho problema no pescoço.

Estou diante dos maiores espelhos,
que procuram rima
nos meus sapatos,
nos meus cabelos...

segunda-feira

A Balança da Vida e a Balança Divina


As duas usam peso e a coisa a ser medida.
Na balança da vida o peso não aceita o equilíbrio,
ele sempre quer estar seguro no chão, controlando o outro lado,
deixando-o aéreo, sugando-o.
Na balança da vida, o que interessa ao peso é somente
 o próprio sustento e o acúmulo em destaque.
Não interessa quem ou o que está do lado diferente.
Na balança da vida interessa ao peso somente sua suplantação,
tudo e todos à sua vista são para seu sustento.

PROCURAM-SE MOCINHOS


   
A luta pela vida tem aberto caminhos diversos e diferentes aos sobreviventes. O destaque maior dos atos delinqüentes fazem da gente seres desmotivados em busca de novidades.
    Donde vem o alimento para o corpo?  O copo? O que lavará alma?
    Esta cada vez mais difícil saber. Onde estão o brilho, a lisura, os aspectos do bom caráter,  os componentes do bem viver?
    Parece interessar mais o bom viver. Onde estão os mocinhos que davam exemplos do bem viver? Do servir com justiça e alegria, do trabalho honesto e em harmonia, onde estão?
    Procuram-se mocinhos para nos ensinar qual pirulito é somente doce e qual realmente podemos usar, que é suave, saboroso e feliz como a conquista alcançada com sabedoria...

sexta-feira

Eu vou


 Eu vou
com a coragem no rosto,
sabendo que alguém ocupará meu posto,
porque não existe humano insubstituível.
Eu vou
revestido de confiança e fé,
praticando planos,
para realizar sonhos
que sonhei em vida
para um corpo físico.

sábado

Girassol


Você é girassol.
É forte, resistente, bonito, útil
e longânimo em suas gerações...
Nasce, cresce, embeleza, alimenta,
dá-se inteiramente
e ainda  existe, resiste, EXISTE.
Estica-se, cresce, impõe, arrebenta!
Girassol parece imponente,
está sempre contente.

sexta-feira

SENHORA TRÊS CÔCOS


Morava lá, ao pé da serra do Rola moça, no bairro Casa Branca de Ibirité. Ainda não tinha energia elétrica, nem ônibus, nem nada além de nós e as cobras. Eis que me apareceram membros de uma família para realmente serem meus vizinhos. E, junto, veio a mãe de família Senhora Honorica Três Côcos.
Honorica é seu nome, Três Côcos é o apelido que lhe arranjei de gozação. A personagem trata-se de pessoa alegre, confortada, estrovertida, dessas que grita o “vale seis” na hora do truco; língua solta, etc.

ISTO NAQUILO, AQUILO NISTO.


Zero não existe e
é representado por quatro letras.
Um equivale a U e sozinho é nada.
Tudo existe em função ou junção a outrem...
Água é oxigênio em oxigênio e em hidrogênio,
por Gênio foi criada. É toda vida.
Toda existência vem disto naquilo
ou daquilo nisto.
Pare, pense,

segunda-feira

PRECISA-SE APRENDER A AMIZADE.





O valor desta pessoa que está aí ao seu lado, começa nos seus olhos. E preste atenção: Eu escrevir “NOS SEUS OLHOS” e não nos olhos desta pessoa aí. O ser humano pode drogar-se, xingar-se, falar palvrões, furtar, roubar, matar... Mas també

m pode usar de sinceridade, de humanidade, pode ser amigo, pode te ajudar, pode te

defender, pode amar, pode respeitar, pode reconhecer em você uma
 pessoa muito especial, valorosa, legal, capaz, inteligente, etc.
  Acorde rapaz! Acorde moça! Quem está aí ao seu lado é gente, tem carne, tem osso e sangue como você. Quem está aí ao seu lado, é um grande filho da mãe, é gente fina. É sim! Se você não reconhece isto, passou da hora de você mesmo ser gente fina.

sexta-feira

POEMA DE UM QUASE BRASILEIRO.


Não sei a letra do Hino da Pátria
porque ela nunca foi minha.
Sinto-me no dever de não saber letras
encomendadas e feitas para agradar
a um império que diziam morto.

Como posso crer que ouviram
algum brado se até hoje não retumbou?
Que povo heróico é este que elege
e reelege a concórdia dos que lhe venderam?

segunda-feira

Enfoque


Alvoroço na rua. Alguém corre casa adentro, pega o telefone e disca:
- Pronto
- Alô. Anota aí, depressa, O papagaio esta preso no poste.
- Minha senhora, deve ser algum engano, aqui é o setor de informações do Instituto Previdenciário.
Desocupa a linha e disca novamente:
- Centrais Elétricas bom dia.
- Aqui é a rua dos Anzóis, sessen e seis. Por favor, mande alguém depressa, o Papagaio está preso no poste...
- Dona Rua, explique-se melhor.

sábado

Reencontro


O ônibus pára, eu salto. Estáuto, assisto o caminhar das pessoas, até reconhecer os passos de clara. Então já passaram por mim dezenas de pessoas que vão e para lá e para cá, como se fossem águia em pleno ataque. As criaturas parecem sem destino...
Vejo no reconhecimento a mesma beleza de Clara. A moça conservara consigo os aspectos que sempre admirei. Sendo mais ágil que ela, logo a saúdo. Este é o mesmo corpo da minha clara, novamente em meus braços. Pergunto-lhe como vai o pessoal. O silêncio dela é tão surdo, tão ruim, tão silencioso, que me lembro logo: tempos atrás recebi notícias da morte de seu pai. Seu pessoal era apenas ele. Fico sem jeito, envergonhado.